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Minha caçula, médica-veterinária e funcionária do IBAMA, morou por uns tempos em Alter do Chão, recanto turístico no município de Santarém, no Pará, para onde foi nomeada após aprovação em concurso. Nem ela, nem nós estávamos felizes com a distância...
Estivemos lá para visitá-la por uns dias, minha mulher e eu. No calor muito úmido que é comum na região, não me senti nada confortável, mas tive tempo para escrever, pensando no Caminho de São José e com licença dos poetas de verdade, como sempre peço ao “cometer poemas”, o seguinte:
ÁGUAS E AZUIS
Nas voltas que o mundo dá,
Molho os pés no Tapajós.
Tanta água, tanta água!
Tanta assim, só tem o mar.
Tanto azul, nem tem o céu!
Mas pouco me diz tanta água.
Não é este o meu azul.
Molho-me inteiro nas águas
Dos rios que estão em mim.
Águas que mar não são
E, talvez, nem tão azuis.
Volto ao Carmo e volto ao Doce,
Pois lá estão meu caminho,
Minha água, meu azul.
No calor de suas matas,
Um outro tipo de altar,
Fiquem com Deus, Santarém,
Alter do Chão, Tapajós:
São sagradas suas águas.
Seus santos, roguem por nós.
Seus anjos, digam amém.
As águas sagradas, os santos e os anjos paraenses, assim como os “nossos” São José, Santo Antônio e Santana, rogaram mesmo por nós e, hoje, minha caçula presta seus serviços profissionais ao IBAMA em Belo Horizonte.
Graças assim, conseguem os que percorrem o Caminho de São José!
José Alberto Barreto |
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