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Acho que já devo estar enchendo a paciência de muita gente de tanto falar em velharias, passados, defuntos...
Prometo mudar de assunto, mas peço só mais um pouquinho de paciência: consegui, com certo esforço e graças à colaboração de minha amiga Adriana Pinheiro, ilustre senhora belorizontina, filha de Celso Pinheiro, que foi reitor de nossa UFMG, um retrato de dona Virginie Barnabeau Saraiva, de quem Adriana é descendente.
Mas falta, ainda, conseguir (não para mim, pessoalmente, mas para os que amam a história de nossa terra, para os riodocenses de ontem, de hoje e de amanhã, quem sabe para nosso futuro Memorial?) um retrato do Antônio da Conceição Saraiva, que foi marido da Virginie.
Esse casal – fundadores de Rio Doce – viveu seus últimos anos em Ponte Nova.. O Antônio morreu no dia 22 de junho de 1.915. Dona Virginie, também em Ponte Nova, no dia 25 de março de 1.926. Ele, aos 98 anos, ela aos 89.
Deixou, o casal, numerosa, ilustre e respeitada descendência, muitos com o sobrenome Pinheiro, muitos com o Saraiva, vários com os dois. Entre tantos, alguns que muito se destacaram, não só na sociedade pontenovense, mas em Belo Horizonte, em outras regiões de Minas, no Brasil e, hoje, no mundo.
Entre tanta gente ilustre e culta, alguém, certamente, terá em seus guardados uma fotografia do ancestral maranhense. E talvez alguma de dona Virginie, melhor que a que recebi como presente e que incluí em meu livro “Gincana”, como ilustração e merecidíssima homenagem. Nesta foto de dona Virginia, aliás, ela está ladeada por duas crianças, que não consegui identificar.
Agora, que Juninho e Gugu nos permitem falar com e para o mundo inteiro, faço um apelo aos familiares do ilustre casal: Rio Doce, suas Escolas, sua Prefeitura e seu futuro Memorial merecem ostentar, em seu relicário, retratos de nosso casal fundador.
Como se dizia nas antigas correspondências oficiais, antecipo a todos, pela gentileza da atenção, meus mais sinceros agradecimentos.
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